Nunca quis tanto ir à natureza quanto agora. Quero pisar em folhas secas, pisar em pedras, sentir. Sentir a terra sob meus pés, o ar em contato com meu eu, as folhas tocando o chão. Quero nadar um dia inteiro, e molhar meus pés na água sempre que tiver vontade. Quero conversar com a lua e sonhar com pássaros. Quero ser um pássaro. E o velho e fedido clichê que já mora comigo: dormi a vida toda e não vejo a hora de acordar. Eu afogo o grito passando minutos intermináveis em frente a uma tela inanimada. Esquecendo, negligenciando uma vida que quase não existe. É quase um fio de cabelo. Odeio essa sensação de angústia que aparece e desaparece como quem não quer nada. Odeio a preguiça, e odeio ainda mais ser a preguiçosa. Adiar até quando? Eu não sei o que fazer. Estou completamente atordoada, seria capaz de esmurrar com a cabeça na parede, diversas vezes. Não sei o que fazer! Tem vezes que eu preferia estar falando isso tudo a alguém, ao invés de ficar digitando feito louca. Me esquecendo. Me perdendo e me afogando.
It’s a silly time to learn to swim when you start to drawn. Está escrito na parede do meu quarto. E mais pra baixo, do lado esquerdo, um “fuck off”. De repente sinto como se tivesse acabado de escrevê-las. Isso foi há alguns meses. Por quê?! Sei que os problemas todos estão dentro da minha própria mente, sei que eu posso fazer minha própria felicidade, mas eu estou tão… tão. Não suporto mais, e de quem é a culpa? Não tenho mais planos, nem idéias, nem sugestões. Uma bexiga murcha. Tudo muda, nada é para sempre. Então porque estou aqui lamentando e murmurando palavras que nem fazem sentido? Não sei. Não sei, não sei!! Talvez eu esteja fazendo drama demais. Ou, talvez, como meredith grey diria, “Maybe we like the pain... ...Maybe we're wired that way. Because without it, I don't know; maybe we just wouldn't feel real. What's that saying? Why do I keep hitting myself with a hammer? Because it feels so good when I stop”.
Claire Fisher. O que seria de mim sem meus personagens? Pessoas que não existem, mas que me fazem chorar. Não sinto mais vergonha. Não tenho mais quatorze anos. Ás vezes eu queria alguém. Tantos alguéns no mundo, ninguém. Alguém que me escute, não me julgue. Alguém ali. Aqui. Estou procurando alguém pra botar culpa? Vai saber. Já estou tão acostumada a sair sozinha, a pensar sozinha, a falar sozinha e cantar sozinha. Tudo que é demais cansa. Sabia? E sabia que quando eu espirro a lágrima só sai pelo olho esquerdo? E que quando eu choro de verdade a lágrima sai pelo olho direito? Esse é o tipo de coisa que eu queria que as pessoas percebessem sozinhas. Mas nunca há ninguém. Quero vida. Quero me apaixonar pela vida. Eu tento. Preciso tentar. Isso tudo soou deveras emo e desesperado, mas não significa que eu seja emo e desesperada. E se fosse, e daí? Bexiga murcha. Grito afogado. Fuck off.
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Claire: I wish that just once people wouldn't act like the clichés that they are.
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Teacher: Algebra forces your mind to solve problems logically. It's one of the only perfect sciences--
Claire: You think the world runs on logic? Come on. Open your eyes.
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Ruth: I would like to go on record as saying I am in full support of you going to art school.
Claire: Consider it recorded. But I'm just taking a tour. Let's not get our panties in a wad over it
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Claire: Don't you think that it's significant that whenever I make a decision for myself, you hate me?
Ruth: I don't hate you, I hate your choices.
Claire: LOOK at me! I am an adult,and my choices are none of your business! You had no right to call that lawyer! Dad loved me, he wanted me to be happy, that's why he left me the money.
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Ruth: He wanted you to be educated, to learn, to go to COLLEGE!
Claire: I am learning from LIFE! You don't even know what college is, you never went and that was YOUR choice and now you hate yourself for it, so you're gonna take it out on me?!
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Nate: You can't take a picture of this. It's already gone.