Ensaio e reensaio palavras. Recortes. Os velhos pensamentos. Mofados. Falando demais por si próprios. Cotidiano. Verborragia interna. Colagem de outros posts, outros segundos, outras coisas coisantes.
O que me alegrou hoje foi o céu. Logo cedo, ao sair de casa, notei que as nuvens estavam gigantes, e lá no fundo, no horizonte salpicado de prédios, longe, longe, as nuvens estavam enegrecidas. Como se estivessem pesadas e pudesse chover a qualquer instante. Porém, mais pra perto dava pra ver uns buracos nas nuvens, que deixavam o sol nascente passar. Tão bonito. Tirei uma foto mental, com intuito de tê-la pra sempre. Eu sei que vou perdê-la em algum lugar, entretanto. Esmago o tempo que eu não tenho com inutilidades. Tropeço em mim todos os dias e dou de cara com estranhos, comigo mesma. O ar se esgotando. Dedos coçando de saudades de uma câmera fotográfica.
Esses pensamentos correm muito. Eu esfrego os olhos e tento enxergar, mas acho que estou ficando cega. São ossos.
"Pergunta: A liberdade é uma ilusão? Rsposta: A liberdade não existe. Hoje, tudo é como pode não ser." Eu quero mais. "Há ali vontade de inovar em permanência - como explicar, de outro modo, a inclusão de aparentemente banais sonoridades do dia-a-dia no disco? -, mas, não menos decisivo, uma partilha que se faz cada vez mais rara das suas secretas obsessões". Desapego.
Assim como eu. Assim como você, assim como todo mundo. Porque o que me comove me comove, o resto é o resto, o óbvio está em todo lugar. Um ponto final e tudo vai sumir e acabar. Assim como eu, como você, como todo mundo. E ponto final.
Eu caio pra cima. Eu quero viver no meu corpo. Não gosto dessa idéia de auto-afirmação o tempo todo.
faz dois dias (ou dezessete anos?) que não durmo direito. Estou impregnada de mau-humor por todo o corpo. Por todas as células, por todos os ossos. E bem fundo. Parece que tudo está dando errado. Eu vou dormir. Pretensão.
Bem no fundo dos olhos encontro uma resposta, que engulo num piscar de olhos. E aí eu esqueço.(
Passado Presente)