
difícil é encontrar coerência&coesão dentro de mim, fora de mim, em mim, enfim. cigarros invisíveis. um silêncio que não se questiona. há vários tipos de verdade (e de mentira, também). minhas frases não importam. e aí me vem, simultaneamente, "você é um bicho, fabiano" e "I wonder how long it would take for anyone to notice if I just stopped talking". recebi um e-mail bonito e chacoalhativo. porque minha mãe é que costumava me apresentar assim às pessoas: ela é assim, meio bicho. por causa da minha antissociabilidade. o e-mail vinha com uma teoria: "
você gosta de ficar longe das pessoas que dão atenção pra você (família) porque gasta esse tempo se procurando na ficção, mas aí você acaba criando um vazio de ser e precisa procurar isso nas pessoas que você julga ser/ter as sensações que você precisa sentir. já reparou a quantidade de vezes que você fala 'inveja'?". ...
pinga em ferimentos pra fazer arder!. rá. palavra-máscara. frase-maquiagem. insisto na minha individualidade, no meu egoísmo, na minha imaturidade. já terminei de lavar as muitas roupas que estavam no cesto, baixei radiohead (que só agora tive vontade de verdade de ouvir), scout niblett, arrigo barnabé, andrew bird. outro dia sonhei com um cara chamado Black Black, que só falava em inglês (e a primeira coisa que me disse, do banheiro, foi "in your opinion, what's the meaning of 'black black'?"), um amplo gramado, uma lua gigantesca e linda, que chegava a nos cegar, rostos irreconhecíveis por uma névoa escura, preta, uma criança que dizia "estou achatada" porque tinha comido demais. vai saber.